“Segunda-feira dia 07/02, volta às aulas, do nosso ano letivo 2011.”

domingo, 9 de novembro de 2008

Educação Econômica e Financeira na Sala de Aula

Matéria muito interessante!

Ensinar aos alunos como se protegerem das ciladas armadas pelo sistema bancário que torna o assalariado cada vez mais pobre e o banqueiro cada vez mais rico, mais que uma lição de cidadania é uma responsabilidade social de todo educador.

"Em qualquer país do mundo, pessoas gastam toda a sua vida pessoal e profissional tomando criticas decisões econômicas e financeiras para si, sua família, seus empregados e sua comunidade. Essas decisões incluem a escolha de uma carreira, para onde emigrar em busca de melhores trabalhos e oportunidades, como readequar recursos e economizar para o futuro, responder à mudanças econômicas bruscas, estabelecer uma relação financeira, financiar a casa própria ou pequenos negócios, fazer uso consciente e efetivo de credito e etc. Quantas vezes na última semana você fez uma escolha, com muitas opções, baseando-se mais variados custos e benefícios? Isso ocorre toda vez que você decide qual meio de transporte usar, em qual colheita investir, em que vizinhança viver; como gastar seu tempo livre, o que custear para seus filhos e o que não, o que comprar na loja e o que ensinar nas salas de aula. Certamente, é bastante complicado imaginar qualquer decisão que você tenha tomado recentemente que não tivesse exigido algum conhecimento econômico e financeiro.
É provável que habilidades usadas no seu dia a dia, como leitura, escrita, matemática, e ciências tenham sido inicialmente desenvolvidas e, depois, aprimoradas no primário e ginásio. O processo curricular enfatiza essas e outras matérias chave que são inquestionavelmente importantes para o bem estar dos cidadãos na sociedade. Logo, por que a educação econômica e financeira é, com freqüência, deixada de fora da lista de matérias exigidas no ginásio?
Seria porque os alunos não têm a habilidade para entender as complexas relações econômicas e financeiras que enfrentarão durante todas as suas vidas? A resposta à essa pergunta é “não”!
Quando ensinado por professores bem preparados, que usam material curricular adequado, todos os alunos são capazes de aprender, pelo menos, conceitos e princípios básicos de economia e finanças, como investimentos pessoais, uso consciente do crédito, importância de economizar, habilidades de gerência para a realização de orçamento, eficiência para estabelecer, com familiaridade, operações bancarias e, por fim, criação de postos de trabalho. Também, absorverão conceitos econômicos mais amplos que são particularmente relevantes no mundo moderno, tais como globalização, inflação, comércio e impacto das flutuações na economia global. Concessão pessoal, profissional e cívica, através da melhora na instrução econômica e financeira é uma maneira chave pela qual estudantes de populações marginalizadas poderão aproveitar os benefícios da inclusão econômica e financeira. Os bons hábitos desenvolvidos no crescimento pré-faculdade, assim como a compreensão econômica e financeira, serão praticados durante toda a existência de um individuo.
Partindo da idéia de que a aprendizagem (senão toda) começa e termina na sala de aula da pré-faculdade, o que será necessário para conseguir que os responsáveis pelas decisões educacionais se conscientizem que a instrução econômica e financeira consiste em matéria tão importante como qualquer outro assunto escolar? Serão necessários mandatos políticos? Melhorar a formação do profissional? Projetar materiais de melhor e maior qualidade para comprometer estudantes? Melhorar a forma de medição de resultados educacionais? Qual a medida a ser adotada para que o ensino de economia e finanças ocupe seu lugar no currículo em sala de aula, ao lado da matemática, leitura, escrita e ciências?"

Richard A. MacDonald, PhDEditor ConvidadoAdvisor for Program DevelopmentNational Council on Economic Education andDepartment of EconomicsSt. Cloud State University

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